A gente passa por tanta coisa nessa
vida que começa a se perguntar: “e se fosse diferente?”. Muitas
vezes me fiz essa pergunta e nunca gostei das possibilidades de
outras escolhas, a vida que vivo hoje é resultado dessas tantas
coisas. Mas, uma coisa (e eu acho importante isso) que me faz pensar
em outras escolhas e ações é o fato de não dizer tudo o que
quero, quando quero e quando devo. E é sobre essas coisas, sobre os
não-ditos que muito me perturbam que escrevo hoje (não de um jeito
melancólico ou dramático, mas em agradecimentos a todas as gentes
que me construíram como gente também).
Quantas vezes me vi imaginado e
indagando se tivesse tido a audácia de expressar o que sentia, se
seria diferente, se seria mais leve, mais simples. E Pois que num é!
Eu nas minhas tantas turbulências e “tome na cara”, aprendi (no
açoite, é claro) que o medo não pode ser maior que a vontade de si
permitir, de conhecer, de vivenciar e de compartilhar. Então, hoje
estou a agradecer os muitos ensinamentos e refletir sobre muitos
outros.
Demorei tanto (e coloque tanto nisso!)
pra juntar as peças desse jogo e compreender (o mínimo que seja) de
tudo o que aconteceu e culminou, no fim das contas, com toda a minha
metamorfose (e olha, foi bem difícil!); Mas, precisamos abstrair e
olhar o passado como uma fonte de ensinamentos e por isso tenho um
sentimento de agradecimento por tudo o que me ocorreu (mas, claro,
depois de chorar horrores e sofrer bastante). Então, vamos aos
agradecimentos?
As pessoas que passaram pela minha vida
que ensinaram o que é o amor e como às vezes ele ensina a gente
superar nossos limites e ultrapassar nossos medos;
Aos filhos da puta que me fizeram
sofrer bastante (seja no amor, seja na amizade) e que sem eles não
aprenderia a lidar com as pessoas e manter a calma em situações
adversas e muito menos me autoanalisar;
Aos amigos que mesmo com todas as
loucuras e idiotices que toda amizade permite me ensinaram como a
família que a gente escolhe acaba ficando mais próxima que nossos
próprios parentes e segredos ultrasecretos são compartilhados sem
medo (e normalmente entre uma leve cachaçada e inúmeras
gargalhadas);
Aos que passaram rapidamente e não me
lembro os nomes, mas as situações foram excepcionais e os segundos
que permaneceram foram fundamentais para que eu percebesse que a vida
sempre nos surpreende junto com as pessoas;
Aos que ainda vão passar e me ensinar
milhões de coisas, possibilitar excelentes experiências (ou nem
tanto, mas vou ficar com o pensamento positivo!) e muitas, muitas
oportunidades de me superar e me construir como um ser melhor do que
sou hoje!
Obrigada.
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